
30/01/2009
INTELEQTU IN NORTH AMERICA.

27/01/2009
HOW I MEET YOUR MOTHER.
Temporada 1Formato RMVB Legendado
1.01 - Pilot : MegaUpload : RapidShare
1.02 - Purple Giraffe : MegaUpload : RapidShare
1.03 - Sweet Taste of Liberty : MegaUpload : RapidShare
1.04 - Return of the Shirt : MegaUpload : RapidShare
1.05 - Okay Awesome : MegaUpload : RapidShare
1.06 - Slutty Pumpkin : MegaUpload : RapidShare
1.07 - Matchmaker : MegaUpload : RapidShare
1.08 - The Duel : MegaUpload : RapidShare
1.09 - Belly Full of Turkey : MegaUpload : RapidShare
1.10 - The Pineapple Incident : MegaUpload : RapidShare
1.11 - The Limo : MegaUpload : RapidShare
1.12 - The Wedding : MegaUpload : RapidShare
1.13 - Drumroll, Please : MegaUpload : RapidShare
1.14 - Zip, Zip, Zip : MegaUpload
1.15 - Game Night : MegaUpload : RapidShare
1.16 - Cupcake : MegaUpload : RapidShare
1.17 - Life Among the Gorillas : MegaUpload : RapidShare
1.18 - Nothing Good Happens After 2a.m. : MegaUpload : RapidShare
1.19 - Mary the Paralegal : MegaUpload : RapidShare
1.20 - Best Prom Ever : MegaUpload : RapidShare
1.21 - Milk : MegaUpload : RapidShare
1.22 - Come On (Season Finale) : MegaUpload : RapidShare
DESIGN INCRÍVEL PARA AMPUTADOS.


26/01/2009
25/01/2009
INVASÃO SECRETA e ACTION & COMICS

Há muito tempo somos vítimas de uma invasão a Terra da qual não faziamos a menor idéia que estava acontecendo. Os Skrulls conseguiram inlfiltrar-se pouco a pouco em nosso território. Malditos metamorfos, se fizeram passar por heróis iniciando uma sequência de fatos que culminaram nessa incrível série da MARVEL. Mas graças ao Blog ACTIONS E COMICS podemos desfrutar da nona arte sem medo de perdermos nossa liberdade na Terra. Confiram o blog e baixem a série em quadrinhos, mas antes curtam o trailer.
24/01/2009
DIAS DE AGÊNCIA.
23/01/2009
VT TRISTE E REAL DEMAIS.
22/01/2009
LORENA DO OB NO SITE VITRINE PUBLICITÁRIA.

20/01/2009
TIRO (ANÚNCIO) NO PÉ.

19/01/2009
JORNALISTA BLOGUEIRO X BLOGUEIRO JORNALISTA.
The Printed blog será distribuído gratuitamente e terá anúncios que custarão até US$ 25
por Stella Dauer
Pensando diferente, o empresário americano Joshua Karp resolveu remar contra a corrente do fim da mídia impressa, e uniu a criatividade do mundo dos blogs com a tradição dos jornais. Karp criou o The Printed Blog, o primeiro jornal impresso do mundo a trazer apenas conteúdo de blogs e afins, noticiou o site CMSwire .
Karp não concorda com as afirmações recentes de que a indústria impressa esteja acabando, e acha que seu jornal irá engajar pessoas a contribuírem para o projeto. Além disso, declara que seu objetivo também está em atrair anunciantes para um conteúdo mais localizado, atingindo de forma mais efetiva a audiência desejada.
Para aumentar ainda mais a interatividade, será possível acessar o site, e votar em quais blogs devem aparecer nas próximas edições. Para isso, aceita parceiros que estejam interessados em escrever sobre os mais variados assuntos, como política, finanças e educação. Fotógrafos também serão aceitos.
De acordo com o site Wired , o The Printed Blog está programado para estrear no dia 27 de Janeiro deste ano, e será distribuído de dois em dois dias no trânsito, por enquanto apenas em Chicago, São Francisco e Nova Iorque, e pode ser acessado através da url: The Printed Blog .
Magnet / Geek Central



18/01/2009
MAIS UMA ENQUETE IMPORTANTE!

O PODER DA CRÍTICA NEGADA.
16/01/2009
CAMISINHAS CONSCIENTES.
15/01/2009
23ª EDIÇÃO DO PRÊMIO ABRIL DE PUBLICIDADE.

Inscrições ao Prêmio Abril abrem na 2a e vão até 13 de fevereiro até o 12:00. As inscrições a 23a pelo site http://premioabril.com.br/ são gratuitas e ilimitadas, isto quer dizer que as agências podem inscrever todas as campanhas que acharem que merecem ser destacadas. O prêmio se destina as campanhas veiculadas durante todo o ano de 2008 em todos os veículos de comunicação do Grupo Abril. 15/01 Blue Bus
PRÊMIO DARDOS.

"Com o Prêmio Dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras." Possui três regras:
1•aceitar exibir a imagem.
2-•Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3•Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos
Então aí vão as indicações:
1-Exoticlic
2-Flor de Luxo
3-OB. Por dentro das melhores vagas
4-By Priscila Monique
5-Aoptimista
6-Vivo Verde
7-Codinome Estagiário
8-Blog do Ivanzito
9-Música Paraense
10-.:Ceci n'est pas un blog:.
11-Senta Que Lá Vem Conversa
12-Cartas pra eu mesma
13-Cleytudo. Modo de Usar: VIDE BULA.
14-S A N E A D O R
15-• Páginas em branco.
14/01/2009
MELHOR COMERCIAL DE CERVEJA DO MUNDO.
DAMAGES IRREVERSÍVEIS.

1.02 - Jesus, Mary and Joe Cocker : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.03 - And My Paralyzing Fear of Death : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.04 - Tastes Like a Ho Ho : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.05 - A Regular Earl Anthony : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.06 - She Spat at Me : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.07 - We Are Not Animals : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.08 - Blame the Victim : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.09 - Do You Regret What We Did? : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.10 - Sort of Like a Family : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.11 - I Hate These People : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.12 - There’s No ‘We’ Anymore : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
1.13 - Because I Know Patty [Season Finale] : FileFactory : Sendspace : MegaUpload
13/01/2009
FANBOYS.

Uma das maiores hiper ultra mega super-produções cinematográficas depois de Star Wars está para ser lançada. Agora por que esse filme é tudo isso? Primeiro de tudo por que é sobre Star Wars e o lançamento do Episódio I e segundo por que tem a Kristen Bell usando o biquini dourado da Princesa Léia.
FANBOYS conta a história de um grupo de amigos que tentam roubar uma cópia do Episódio I do rancho Skywalker para seu amigo que está doente assistir antes de morrer.
Se o trailer já empolga o que dirá o filme inteiro. Muito bacana ver o Capitão James T. Kirk querendo detonar com o lançamento do Episódio I. Só assim Star Trek chega próximo do sucesso da maior aventura espacial de todos os...Mermão! Assiste e se identifica. E que a força esteja com vocês.
09/01/2009
ANIVERSÁRIO DE BELÉM.
Peça: Cidade Única
Criação: JoãoPaulo Guimarães
Direção de Criação: Patrícia Cardoso
Atendimento: Tainah Fagundes
Mídia: Silvia Miléo
Aprovação: Roza Rebello.
BRANDING STORM.
Como eu vou convencer um cara que ganha meio milhão todo ano sem publicidade a começar a trabalhar um conceito de marca que não seja o do varejo?Como mostrar pra ele que é importante anunciar nos principais veículos por uma questão política? Como mensurar esse retorno em números?
O Branding é a consolidação máxima da marca no mercado. Você vai simplesmente trabalhar a imagem do cliente fazendo com que ele caia nas graças do público em geral e não apenas o "Target" que ele gostaria de alcançar. É simplesmente contrariar a frase que diz não podermos agradar a Gregos e Troianos.
A Vale do Rio Doce tinha a necessidade que o seu João que vende açaí lá no barreiro soubesse que ela é uma empresa mineradora que gasta milhões por ano com campanhas e ações focadas na Responsabilidade Social? Não tinha não. A Vale, independente disso lucraria da mesma forma na exportação de minerio para o mundo inteiro. No ano passado foram 9 bilhões e uns trocados só nos primeiros nove meses. Porém, esses trocados aí somam milhões de investimento em propaganda e ações pela cultura, educação e mídias nacionais e regionais.
Precisamos falar pra esse cliente que ele precisa ter uma verba anual pra anunciar em pelo menos quatro datas comemorativas do ano. O público lê jornal, assisti televisão e quer ver as marcas anunciantes. Esse cliente tem que investir em Ações de Rua, Mobiliário Urbano ou em Mídias Sociais. Tem que ter acesso a conceitos como Long Tail e saber o que significa isso para ele como inciante ou como veterano, ter seu espaço no mercado pretendido.
As agências precisam trabalhar melhor seu Branding para vender melhor o conceito do que é Branding fazendo assim que essa palavra se torne um vício e um costume dentro das salas de criação, atendimento e planejamento criativo da mesma forma que se tornou Brainstorm.
07/01/2009
ZÉ TORTO OU ANÔNIMO PARA OS ÍNTIMOS.
Ex:
Ex2:
Anônimos. Aqui nós lhe damos um canto pra chorar e ser feliz. Para você ser você sem culpa ou medo. Seja bem-vinda criatura do mal.
PUBLICIDADE LINDA DE MEU DEUS.


06/01/2009
MANDE QUE EU RECEBO.

30/12/2008
FELIZ ANO NOVO
29/12/2008
NATAL EM JORNAL.

Direção de Criação: Patrícia Cardoso
Criação: João Paulo Guimarães
Atendimento: Tainah Fagundes
Mídia: Larissa Rabelo
Aprovação: Roza Rebello.
28/12/2008
FESTA DE BLOGUEIRO.

23/12/2008
Thunder, Thunder, Thunder Thundercats! HOOO...O Filme?
22/12/2008
MÔNICA PARA MENORES.

ANO NOVO MAIS LOST DO QUE NUNCA.
Eu tenho um medo desesperador de Lost acabar como Arquivo-X. Em Janeiro começa tudo de novo. Os torrents mais baixados, as visualizações de vídeos no Youtube, os virais secretos e os jogos online. Tudo volta com força total. Eu sempre falei que o bacana de ganhar um presente não é o presente e sim a sensação de não saber o que é o presente. Bom, este presente esta sendo aberto aos poucos e a sensação que antes era de novidade está se transformando em ansiedade. Este vídeo é pra lhe deixar em pânico.
CLIENTE INTERNO É O ANTI-MARKETING.
19/12/2008
EM 2009 EU QUERO OUTRO 2008.
17/12/2008
MARLEY E A GENTE.
Se tem uma coisa que Deus acertou em criar foi o cachorro. O bichinho é o unico ser na Terra que vai te amar de graça. Acabei de ganhar um Labrador igualzinho o Marley. Pra quem não conhece Marley, o filme baseado no livro de John Grogan estrelado por Jennifer Aniston e Owen Wilson sobre a vida do casal que adota um Labrador estréia nesse Natal. O Trailer é de matar. Você confere logo abaixo e fica também com o link pra baixar o livro em PDF.ANIMAÇÃO SEBASTIAN'S VOODOO
15/12/2008
CLIENTE E AGÊNCIA INTELIGENTES.





THATS MY BUSH
12/12/2008
ROCKN ROLLA

Guy Ritchie não é o que chamamos de gênio do cinema. Seus melhores filmes são Snatch e Jogos trapaças e dois canos fumegantes. Agora justiça seja feita. O cara sabe fazer filme sobre gangsters ingleses e russos com sotaques dos mais variados e piadas infâmes. Rockn Rolla é Fod...um filme porrada com os sotaques e os personagens marcantes que estamos acostumados a gostar em filmes de Guy (marido da madona) Ritchie. A trilha é mais porrada ainda. Fique com o link da trilha e o trailer do filme.
http://www.adrive.com/public/711f979ab2ee045f6f731172a1cefdedf0a7596c8f2a79d180ea94b2ebab3307.html
HULK ESMAGA EM DOSE DUPLA
Eu amo a MARVEL desde meus sei la quantos aninhos de idade (já falei que sou NERD assumido). Enquanto as pessoas liam quadrinhos da Disney eu lia Vingadores, enquanto meus primos colecionavam a Turma da Mônica, que eu também adorava, eu colecionava A Teia do Aranha. Acredito muito que isso fez de mim uma pessoa melhor. Sério mesmo.Eu fico muito feliz quando a Marvel entra de cabeça em um projeto desses como o novo desenho do Homem-Aranha. Já bastou a triste experiência que a editora teve produzindo Os Supremos baseado no universo Ultimate que eles criaram pra apresentar sua Mitologia à nova geração. A DC COMICS podia aprender um pouquinho com a editora que tem em sua manga os melhores super- heróis do Globo. Confere o trailer da animação Hulk versus Woverine e Hulk versus Thor que está chegando. O lançamento em DVD e Blu-ray nos EUA acontece em 27 de janeiro.
08/12/2008
CASAS BAHIA. DEDICAÇÃO TOTAL?
02/12/2008
A CAMPANHA.
01/12/2008
JOÃO LIVI. DIRETOR DE CRIAÇÃO DA TALENT.
O Diretor de Criação da Talent, João Livi falou uma coisa em uma entrevista no RECLAME que eu nunca paro de repetir. Brinque. Não se leve a sério. Deixe que as pessoas levem você a sério. Esse é o motor da Propaganda. Brincar. Foi brincando que no primeiro teste para o VT do Banco Real ele gravou o Off da campanha lá na TALENT mesmo e os diretores do Banco pediram pra ele manter o VT com sua voz.
Coincidentemente ele é o responsável pela polêmica campanha dos Blogs para o Estadão. Acontece né Livi. O cara é bom pra caramba. Você fica aí com o VT do Banco Real.
30/11/2008
PARA QUEM PUDER AJUDAR!

(depósitos em favor da pessoa jurídica Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57)
25/11/2008
A PUBLICIDADE É LINDA.

23/11/2008
UM DOCUMENTÁRIO HUMANO
21/11/2008
O TEATRO MÁGICO!
SENHORAS E SENHORESSSSS! RESPEITÁVEL PÚBLICO PAGÃÃÃÃOOOO! COM VOCÊS... O TEATRO MÁGICO.
Música como a muito tempo não se ouvia. Poesia como a muito tempo não se cantava. Teatro como a muito tempo não se narrava. Simplesmente uma tradução do que é certo para os ouvidos tristes de carência. Faça-se justiça com a iniciativa de querer mais e querer melhor. Simplesmente isso. Música.
19/11/2008
HOMENS PELO FIM DA VIOLÊNCIA

A Campanha Nacional "Homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres" está colhendo assinaturas até o dia 6 de dezembro, Dia de Luta dos Homens pelo Fim da Violência contras Mulheres. A campanha é dirigida ao público masculino, portanto a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, pede que apenas homens assinem no site.
Ao aderirem à campanha, por meio de assinaturas, os homens se comprometem publicamente a contribuir pela implementação integral da Lei Maria da Penha (11.340/06) e pela efetivação de políticas públicas que visam ao fim da violência contra as mulheres. As mulheres podem participar assinando no site do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres (Unifem - sigla em inglês), na campanha "Diga não à violência contra mulheres".
Pronto. Se você é homem então você assina. Eu assinei. Eu tenho peito...ops...essa é outra campanha.
http://www.homenspelofimdaviolencia.com.br/
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA.
Assisti ontem Ensaio sobre a cegueira, filme do Fernando Meirelles baseado na obra de José Saramago. Eu não sou expert em Saramago, já lí quase toda sua obra e sei da característica de não querer (e não precisar) fazer sentido simplesmente pela sua qualidade de criar uma discussão. Já assisti alguns filmes do Fernando também (todos) e sei da necessidade dele em fazer muito sentido de forma poética e agressiva ao mesmo tempo (Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel que não me deixam mentir). Unir os dois em uma celebração à vida foi a coisa mais bonita que já fizeram no cinema esse ano. Só igualei a sensação ao final do filme com a sensação depois de ter assistido Wall•E da Pixar esse ano também.
Nos dois filmes nós constatamos a podridão e feiura espiritual do ser humano. Mas lá no interior podemos enxergar a beleza e a forma de sermos humanos. Já havia dito que, graças a Pixar eu ainda acreditava na raça humana. Hoje eu digo que graças ao Saramago e ao Fernando eu acredito ainda no homem. Segue um trecho do livro.
Livro: Ensaio Sobre a Cegueira
O disco amarelo iluminou-se. Dois dos automóveis da frente aceleraram antes que o sinal vermelho aparecesse. Na passadeira de peões surgiu o desenho do homem verde. A gente que esperava começou a atravessar a rua pisando as faixas brancas pintadas na capa negra do asfalto, não há nada que menos se pareça com uma zebra, porém assim lhe chamam. Os automobilistas, impacientes, com o pé no pedal da embraiagem, mantinham em tensão os carros, avançando, recuando, como cavalos nervosos que sentissem vir no ar a chibata. Os peões já acabaram de passar, mas o sinal de caminho livre para os carros vai tardar ainda alguns segundos, há quem sustente que esta demora, aparentemente tão insignificante, se a multiplicarmos pelos milhares de semáforos existentes na cidade e pelas mudanças sucessivas das três cores de cada um, é uma das causas mais consideráveis dos engorgitamentos da circulação automóvel, ou engarrafamentos, se quisermos usar o termo corrente.
O sinal verde acendeu-se enfim, bruscamente os carros arrancaram, mas logo se notou que não tinham arrancado todos por igual. O primeiro da fila do meio está parado, deve haver ali um problema mecânico qualquer, o acelerador solto, a alavanca da caixa de velocidades que se encravou, ou uma avaria do sistema hidráulico, blocagem dos travões, falha do circuito eléctrico, se é que não se lhe acabou simplesmente a gasolina, não seria a primeira vez que se dava o caso. O novo ajuntamento de peões que está a formar-se nos passeios vê o condutor do automóvel imobilizado a esbracejar por trás do pára-brisas, enquanto os carros atrás dele buzinam frenéticos. Alguns condutores já saltaram para a rua, dispostos a empurrar o automóvel empanado para onde não fique a estorvar o trânsito, batem furiosamente nos vidros fechados, o homem que está lá dentro vira a cabeça para eles, a um lado, a outro, vê-se que grita qualquer coisa, pelos movimentos da boca percebe-se que repete uma palavra, uma não, duas, assim é realmente, consoante se vai ficar a saber quando alguém, enfim, conseguir abrir uma porta, Estou cego.
Ninguém o diria. Apreciados como neste momento é possível, apenas de relance, os olhos do homem parecem sãos, a íris apresenta-se nítida, luminosa, a esclerótica branca, compacta como porcelana. As pálpebras arregaladas, a pele crispada da cara, as sobrancelhas de repente revoltas, tudo isso, qualquer o pode verificar, é que se descompôs pela angústia. Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem, como se ele ainda quisesse reter no interior do cérebro a última imagem recolhida, uma luz vermelha, redonda, num semáforo. Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tomaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos. Isso passa, vai ver que isso passa, às vezes são nervos, disse uma mulher. O semáforo já tinha mudado de cor, alguns transeuntes curiosos aproximavam-se do grupo, e os condutores lá de trás, que não sabiam o que estava a acontecer, protestavam contra o que julgavam ser um acidente de trânsito vulgar, farol partido, guarda-lamas amolgado, nada que justificasse a confusão, Chamem a polícia, gritavam, tirem daí essa lata. O cego implorava, Por favor, alguém que me leve a casa. A mulher que falara de nervos foi de opinião que se devia chamar uma ambulância, transportar o pobrezinho ao hospital, mas o cego disse que isso não, não queria tanto, só pedia que o encaminhassem até à porta do prédio onde morava, Fica aqui muito perto, seria um grande favor que me faziam. E o carro, perguntou uma voz. Outra voz respondeu, A chave está no sítio, põe-se em cima do passeio. Não é preciso, interveio uma terceira voz, eu tomo conta do carro e acompanho este senhor a casa. Ouviram-se murmúrios de aprovação. O cego sentiu que o tomavam pelo braço, Venha, venha comigo, dizia-lhe a mesma voz. Ajudaram-no a sentar-se no lugar ao lado do condutor, puseram-lhe o cinto de segurança, Não vejo, não vejo, murmurava entre o choro, Diga-me onde mora, pediu o outro. Pelas janelas do carro espreitavam caras vorazes, gulosas da novidade. O cego ergueu as mãos diante dos olhos, moveu-as, Nada, é como se estivesse no meio de um nevoeiro, é como se tivesse caído num mar de leite, Mas a cegueira não é assim, disse o outro, a cegueira dizem que é negra, Pois eu vejo tudo branco, Se calhar a mulherzinha tinha razão, pode ser coisa de nervos, os nervos são o diabo, Eu bem sei o que é, uma desgraça, sim, uma desgraça, Diga-me onde mora, por favor, ao mesmo tempo ouviu-se o arranque do motor. Balbuciando, como se a falta de visão lhe tivesse enfraquecido a memória, o cego deu uma direcção, depois disse, Não sei como lhe hei-de agradecer, e o outro respondeu, Ora, não tem importância, hoje por si, amanhã por mim, não sabemos para o que estamos guardados, Tem razão, quem me diria, quando saí de casa esta manhã, que estava para me acontecer uma fatalidade como esta. Estranhou que continuassem parados, Por que é que não andamos, perguntou, O sinal está no vermelho, respondeu o outro, Ah, fez o cego, e pôs-se a chorar outra vez. A partir de agora deixara de poder saber quando o sinal estava vermelho.
Tal como o cego havia dito, a casa ficava perto. Mas os passeios estavam todos ocupados por automóveis, não encontraram espaço para arrumar o carro, por isso foram obrigados a ir procurar sítio numa das ruas transversais. Ali, como por causa da estreiteza do passeio a porta do assento ao lado do condutor ia ficar a pouco mais de um palmo da parede, o cego, para não passar pela angústia de arrastar-se de um assento ao outro, com a alavanca da caixa de velocidades e o volante a atrapalhá-lo, teve de sair primeiro. Desamparado, no meio da rua, sentindo que o chão lhe fugia debaixo dos pés, tentou conter a aflição que lhe subia pela garganta. Agitava as mãos à frente da cara, nervosamente, como se nadasse naquilo a que chamara um mar de leite, mas a boca já se lhe abria para lançar um grito de socorro, foi no último momento que a mão do outro lhe tocou de leve no braço, Acalme-se, eu levo-o. Foram andando muito devagar, com o medo de cair o cego arrastava os pés, mas isso fazia-o tropeçar nas irregularidades da calçada, Tenha paciência, já estamos quase a chegar, murmurava o outro, e um pouco mais adiante perguntou, Está alguém em sua casa que possa tomar conta de si, e o cego respondeu, Não sei, a minha mulher ainda não deve ter vindo do trabalho, eu hoje é que calhei sair mais cedo, e logo me sucede isto, Verá que não vai ser nada, nunca ouvi dizer que alguém tivesse ficado cego assim de repente, Que eu até me gabava de não usar óculos, nunca precisei, Então, já vê. Tinham chegado à porta do prédio, duas mulheres da vizinhança olharam curiosas a cena, vai ali aquele vizinho levado pelo braço, mas nenhuma delas teve a ideia de perguntar, Entrou-lhe alguma coisa para os olhos, não lhes ocorreu, e tão-pouco ele lhes poderia responder, Sim, entrou-me um mar de leite. Já dentro do prédio, o cego disse, Muito obrigado, desculpe o transtorno que lhe causei, agora eu cá me arranjo, Ora essa, eu subo consigo, não ficaria descansado se o deixasse aqui. Entraram dificilmente no elevador apertado, Em que andar mora, No terceiro, não imagina quanto lhe estou agradecido, Não me agradeça, hoje por si, Sim, tem razão, amanhã por si. O elevador parou, saíram para o patamar, Quer que o ajude a abrir a porta, Obrigado, isso eu acho que posso fazer. Tirou do bolso um pequeno molho de chaves, tacteou-as, uma por uma, ao longo do denteado, disse, Esta deve de ser, e, apalpando a fechadura com as pontas dos dedos da mão esquerda, tentou abrir a porta, Não é esta, Deixe-me cá ver, eu ajudo-o. A porta abriu-se à terceira tentativa. Então o cego perguntou para dentro, Estás aí. Ninguém respondeu, e ele, Era o que eu dizia, ainda não veio. Levando as mãos adiante, às apalpadelas, passou para o corredor, depois voltou-se cautelosamente, orientando a cara na direcção em que calculava encontrar-se o outro, Como poderei agradecer-lhe, disse, Não fiz mais que o meu dever, justificou o bom samaritano, não me agradeça, e acrescentou, Quer que o ajude a instalar-se, que lhe faça companhia enquanto a sua mulher não chega. O zelo pareceu de repente suspeito ao cego, evidentemente não iria deixar entrar em casa uma pessoa desconhecida que, no fim de contas, bem poderia estar a tramar, naquele preciso momento, como haveria de reduzir, atar e amordaçar o infeliz cego sem defesa, para depois deitar a mão ao que encontrasse de valor. Não é preciso, não se incomode, disse, eu fico bem, e repetiu enquanto ia fechando a porta lentamente, Não é preciso, não é preciso.
Suspirou de alívio ao ouvir o ruído do elevador descendo. Num gesto maquinal, sem se lembrar do estado em que se encontrava, afastou a tampa do ralo da porta e espreitou para fora. Era como se houvesse um muro branco do outro lado. Sentia o contacto do aro metálico na arcada supraciliar, roçava com as pestanas a minúscula lente, mas não os podia ver, a insondável brancura cobria tudo. Sabia que estava na sua casa, reconhecia-a pelo odor, pela atmosfera, pelo silêncio, distinguia os móveis e os objectos só de tocar-lhes, passar-lhes os dedos por cima, ao de leve, mas era também como se tudo isto estivesse já a diluir-se numa espécie de estranha dimensão, sem direcções nem referências, sem norte nem sul, sem baixo nem alto. Como toda a gente provavelmente o fez, jogara algumas vezes consigo mesmo, na adolescência, ao jogo do E se eu fosse cego, e chegara à conclusão, ao cabo de cinco minutos com os olhos fechados, de que a cegueira, sem dúvida alguma uma terrível desgraça, poderia, ainda assim, ser relativamente suportável se a vítima de tal infelicidade tivesse conservado uma lembrança suficiente, não só das cores, mas também das formas e dos planos, das superfícies e dos contornos, supondo, claro está, que a dita cegueira não fosse de nascença. Chegara mesmo ao ponto de pensar que a escuridão em que os cegos viviam não era, afinal, senão a simples ausência da luz, que o que chamamos cegueira era algo que se limitava a cobrir a aparência dos seres e das coisas, deixando-os intactos por trás do seu véu negro. Agora, pelo contrário, ei-lo que se encontrava mergulhado numa brancura tão luminosa, tão total, que devorava, mais do que absorvia, não só as cores, mas as próprias coisas e seres, tomando-os, por essa maneira, duplamente invisíveis.


