30/12/2008

FELIZ ANO NOVO

Acabou o ano pessoal. A votação da Enquete mais importante da história da Publicidade também acabou. Uau, foram mais de 40 votos em mais de 100 dias de votação. Se isso é ser popular o que será o ostracismo? Hehehehe.
Então, é isso. Tudo de bom e até a volta. Tô indo conhecer o inferno que é Salinas na virada, mas daqui a pouquinho já voltei. Tudo de bom pessoal. Pra vocês uma musiquinha muito da pesada pra curtir na virada da trilha sonora de Carros da Pixar, Life is a Highway dos Rascal Flatts.
Beijo pras meninas, abraço na rapaziada e
até daqui a pouquinho em 2009.

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29/12/2008

NATAL EM JORNAL.

Mais uma vez venho dar a cara a tapa aqui postando uma peça minha para as brilhantes mentes anônimas criticarem a la Leão Lobo. É a única peça que fizemos para o Grupo Reicon e foi seguida de camisa e Banner de cinco por três metros. Não é um marco na propaganda paraense e nem pretendeu ser. Foi inscrita no CCSP e talvez seja aprovada (um talvez bem forte). A peça é um quarto de jornal e veiculou nos dois maiores jornais do Estado. Se mais alguém tiver sua peça querendo ser divulgada, por favor, pode mandar que eu faço questão de postá-la. Esse Blog é a imagem da democracia. Aqui não babamos no saco e nem seguramos o de ninguém. Aqui a publicidade é a lei. Tenso né?

Direção de Criação: Patrícia Cardoso

Criação: João Paulo Guimarães

Atendimento: Tainah Fagundes

Mídia: Larissa Rabelo

Aprovação: Roza Rebello.

28/12/2008

FESTA DE BLOGUEIRO.


Dia 30 de dezembro (terça-feira), no Amazon Beer na Estação às 19:30, todo mundo que tem um blog ou acessa um blog pode participar da 1ª edição do Papachiblog, o encontro dos blogueiros paraenses. Quem está orgnizando é a Karla. Vai rolar um amigo visível. Cada blogueiro deve levar um presentinho que represente seu blog e que será sorteado. A Lorena do OB vai levar adivinha o quê? Bom pras mulheres. Passa lá e participa. Recado para os anônimos. Não levem armas, apenas identificação.

23/12/2008

Thunder, Thunder, Thunder Thundercats! HOOO...O Filme?

A gente chama isso de Fã Trailer. O cara pegou cenas dos filmes Tróia, Pequenos Espiões, O Senhor dos Anéis, X-Men 2, Mad Max 3, Garfield, Planeta dos Macacos e A Batalha de Riddick para montar um trailer falso de Thundercats que ficou muito bom pra ser bem sincero.
Dá pra se ter uma idéia de como seria o filme live-action dos felinos meta-humanos. Infelizmente isso não vai acontecer. O que vamos ter lá pra 2011 é uma história gravada no etilo Bewoulf. Blerkt. Atenção pra musiquinha no final.

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22/12/2008

MÔNICA PARA MENORES.


Tem coisas que não se pode mexer. Cultura é uma dessas coisas. A Turma da Mônica tem um peso cultural que é inquestionável. Fazer o que estão fazendo com o universo é complicado. Como Publicitário e fã do Maurício eu fico dividido. Dá uma sacada na capa da SAX. O apelo dos seios, da saia puxadinha e do tornozelo. Se colocasse no lugar do A de SAX o E dava na mesma.

ANO NOVO MAIS LOST DO QUE NUNCA.

Eu tenho um medo desesperador de Lost acabar como Arquivo-X. Em Janeiro começa tudo de novo. Os torrents mais baixados, as visualizações de vídeos no Youtube, os virais secretos e os jogos online. Tudo volta com força total. Eu sempre falei que o bacana de ganhar um presente não é o presente e sim a sensação de não saber o que é o presente. Bom, este presente esta sendo aberto aos poucos e a sensação que antes era de novidade está se transformando em ansiedade. Este vídeo é pra lhe deixar em pânico.

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CLIENTE INTERNO É O ANTI-MARKETING.

Há um tempinho atrás fui ao Belém Shopping comer alguma coisa e caí na Bob's. Pura preguiça de procurar coisa melhor (até por que é o shopping). Pedi um sanduíche qualquer. Sentei em uma das mesas próximas da Bob's e comecei a comer. Acabou o molho, um especial, e resolvi pedir mais um sachê. O funcionário me olhou meio sem saber o que dizer, pediu licença, virou para uma funcionária mais graduada, (nesse momento eu faço aspas com os dedos no ar e repito a parte da história "mais gra-du-a-da"), e perguntou: "Eu posso dar mais um pra ele?" .Eu toquei no braço dele, ele me olhou novamente e eu disse que não queria mais e fui embora sem terminar o lanche.
Na hora, quando acontece uma coisa dessas você pode até culpar o funcionário, mas esquece que ele passou por um treinamento multi-nacional. Ele foi programado para aquela função de confeccionar bandejas e distribuir sachês de forma econômica. No dia de treinamento ele sofreu lavagem sobre como ignorar de forma fria as necessidades do cliente que sempre quer mais quando sente que pode conseguir mais. Somos clientes e funcionamos assim. Não importa quanto dinheiro ganhamos e quanto possuímos. Gastar menos é como comer. A gente não vive sem isso.
O funcionário que me atendeu tinha medo nos olhos. Ele repensou na hora a atitude de me dar mais molho temendo não ter (e não tinha mesmo) capacidade e competência de decidir. Foi um tiro no pé. O casal do meu lado desistiu de comer lá também. O rapaz acompanhado indignado, até mais que eu, resmungou pra mim: "Pô, ele não quis te dar um sachê de molho?" Eu fui embora indignado também repensando a possibilidade de um dia voltar à Bob's. Não por que a lanchonete é ruim ou por quer o funcionário é despreparado. Mas por que a empresa, por uma deficiência na sua comunicação e por que colocou um gerente que não tem preparo real para lidar com o público simplesmente optaram por não exceder as necessidades do consumidor. O cliente interno não comprou a idéia da Bob's. O conceito.
Se ele não comprou, como vai vender isso para o público externo? Isso me faz questionar a disparidade do atendimento da Bob's com a lanchonete Habib's. O público do Habib's não é o público da Bob's. Porém os funcionários são mais preparados, mais simpáticos, conseguem ser emotivos e receptivos sem exageros, criam um vínculo do cliente com a empresa em minutos fazendo com que a gente queira voltar. Eles compraram a idéia e o conceito da casa, portanto podem vendê-la conscientemente ao cliente em geral. O Habib's é melhor que o Bob's ? Não sei. Não acho que seja. Eu só sei que lá eles me dão molho extra.

19/12/2008

EM 2009 EU QUERO OUTRO 2008.

Pessoal. Em 2009 eu desejo a vocês o meu 2008. Um ano lindo, de grandes mudanças, cheio de pessoas inteligentes e verdadeiras. Um 2009 com o emprego dos sonhos que nem o meu, um ano cheio de momentos bacanas com a família, os amigos, a namorada, o cachorro, o frentista, o porteiro, o cara que detesta você, enfim. Um novo ano cheio de experiências, sejam elas ruins ou boas até por que não existe experiência ruim ou boa. Existem experiências e todas são enriquecedoras. Que em 2009 meu 2008 venha com mais força superando a força de 2007.

Que esses anos que ainda vêm comecem todos em 2009 fazendo a gente lembrar como foi gostoso conhecer cada pessoa que somou e que vai fazer a gente ser a pessoa correta, ética e legal em que ainda vai se transformar. Aos seguidores do Blog aí do lado. Todos mesmo, pessoal de São Paulo, de Olinda, de Palmas, enfim. A todos vocês que vêm aqui me visitar, até aos anônimos que não gostam de mim (com motivo ou sem motivo) fica meu agradecimento e meus votos de melhores dias e anos que ainda virão.Que meu 2008 ecoe para o seu 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014...
Fica aqui meu abraço. O vídeo é antigo, porém é perfeito.

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17/12/2008

MARLEY E A GENTE.

Se tem uma coisa que Deus acertou em criar foi o cachorro. O bichinho é o unico ser na Terra que vai te amar de graça. Acabei de ganhar um Labrador igualzinho o Marley. Pra quem não conhece Marley, o filme baseado no livro de John Grogan estrelado por Jennifer Aniston e Owen Wilson sobre a vida do casal que adota um Labrador estréia nesse Natal. O Trailer é de matar. Você confere logo abaixo e fica também com o link pra baixar o livro em PDF.





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ANIMAÇÃO SEBASTIAN'S VOODOO

Linda animação de um boneco voodoo que faz tudo que pode pra ajudar os amigos. É uma animação tensa com um desfecho dramático. Porém, a mensagem que os autores passam no final lembra as lições de moral que a Pixar sempre quer passar em seus longas. Mais uma vez. Linda animação que venceu o concurso Aniboom . Quando eu crescer quero ser o Boneco Sebastian.


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15/12/2008

CLIENTE E AGÊNCIA INTELIGENTES.

Quando a agência é criativa e ousada sempre saem trabalhos maravilhosos. Quando o cliente é corajoso e acredita na agência que escolheu para representá-lo no mercado a coisa fica muito melhor. A MP agência da Hortifruti, empresa de legumes, frutas e verduras, criou essa campanha, parodiando filmes famosos, que veículou no início do ano e ganhou o Brasil pela criatividade descontraída. Lembra que eu falei sobre não se levar a sério? Pois é. Dá certo. Eu fico doido quando eu vejo um trabalho desses de pesquisa, de boa redação, de planejamento criativo e de tão bom gosto. O cliente leva no final todo o mérito e com merecimento. Clientes, Sigam o exemplo. Fique com o link da agência: http://www.mppublicidade.com.br/site/?target=blog





THATS MY BUSH

Final de ano chegando e nenhum grande evento. A Globo lançando essas campanhas de gente retardada. Ivete Sangalo como garota propaganda de 50% das propagandas na televisão e Luciano Huck com os outros 50%. Nada de novo. Nada. Eis que de repente surge um Arauto enviado pelos Deuses e produz com duas simples sapatadas a imagem mais engraçada do ano. DO ANO. Cara, muito engraçado HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Presta atenção na cara dele quando o primeiro sapato vem chegando. Muntadar al-Zaidi é o nome do nosso herói que atirou os dois sapatos em direcção a George W. Bush no último Domingo. Até chorei de rir.

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12/12/2008

ROCKN ROLLA


Guy Ritchie não é o que chamamos de gênio do cinema. Seus melhores filmes são Snatch e Jogos trapaças e dois canos fumegantes. Agora justiça seja feita. O cara sabe fazer filme sobre gangsters ingleses e russos com sotaques dos mais variados e piadas infâmes. Rockn Rolla é Fod...um filme porrada com os sotaques e os personagens marcantes que estamos acostumados a gostar em filmes de Guy (marido da madona) Ritchie. A trilha é mais porrada ainda. Fique com o link da trilha e o trailer do filme.

http://www.adrive.com/public/711f979ab2ee045f6f731172a1cefdedf0a7596c8f2a79d180ea94b2ebab3307.html

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HULK ESMAGA EM DOSE DUPLA

Eu amo a MARVEL desde meus sei la quantos aninhos de idade (já falei que sou NERD assumido). Enquanto as pessoas liam quadrinhos da Disney eu lia Vingadores, enquanto meus primos colecionavam a Turma da Mônica, que eu também adorava, eu colecionava A Teia do Aranha. Acredito muito que isso fez de mim uma pessoa melhor. Sério mesmo.

Eu fico muito feliz quando a Marvel entra de cabeça em um projeto desses como o novo desenho do Homem-Aranha. Já bastou a triste experiência que a editora teve produzindo Os Supremos baseado no universo Ultimate que eles criaram pra apresentar sua Mitologia à nova geração. A DC COMICS podia aprender um pouquinho com a editora que tem em sua manga os melhores super- heróis do Globo. Confere o trailer da animação Hulk versus Woverine e Hulk versus Thor que está chegando. O lançamento em DVD e Blu-ray nos EUA acontece em 27 de janeiro.

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08/12/2008

CASAS BAHIA. DEDICAÇÃO TOTAL?

Aconteceu em São Paulo. Um cara com a namorada foram a uma loja das Casas Bahia. Ela foi olhar os produtos e pagar umas contas. O segurança desconfiou dele sentado, foi lá discutir. Claro que Alberto Milfont Júnior ficou chateado e discutiu também. O segurança deu um tiro no rosto dele. Pronto. Morreu.
Aconteceu no Rio de Janeiro. A Casas Bahia publica um encarte, feito pela Y&R, ofertando uma TVs LCD de 26'' por apenas R$ 119,00. O resultado foi muito cliente em delegacia e muita abertura de processos. As Casas Bahia, através de uma advogada, Priscilla Martins Cardoso, que atende a empresa através do escritório Biazzo Simons disse que "O consumidor é muito PROTEGIDO e acaba se beneficiando de algumas coisas que não deveria". (Declaração feita diretamente do planeta Marte.) Quando eu estava postando as duas notícias, me avisaram que era notícia velha. Normalmente eu tenho resposta pra essas coisas, porém dessa vez eu fiquei sem saber o que falar. Curiosamente a pessoa é advogado(a).
O Slogan antigo das Casas Bahia, "Quer pagar quanto?", já havia dado problemas de uma ação de um cliente movida contra a empresa. O cliente alegava querer poder pagar quanto quisesse pelos produtos e pagou. Perda de causa pela empresa.
O novo Slogan é "Dedicação total a você". O problema das Casas Bahia está, na minha opinião profissional, na redação. Eu conceituaria o cliente com: "Casas Bahia. Nunca se sabe" ou "Diferente em tudo" ou "Você é diferente".

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02/12/2008

A CAMPANHA.

O Brieffing chegou com pouco mais de uma página. Nem formatos tinha. Só a demanda rotineira de todo ano. Círio. Nem precisava descrever a festa. Talvez alguma coisa, informação do cliente, mas só. Brieffing de mentira.
Círio é foda. Todo ano tem. E é sempre a mesma coisa. Fotos dramáticas, textos dramáticos, poesias mal escritas. Círio é tudo igual. Já ía escrevendo as palavras que não ia nem pensar em usar. Fé, gente, mar, rio, corda, suor, lágrimas, et. Palavra pra cacete.
Tinha de pensar em um conceito que matasse a pau. Banco de imagens pra fervilhar as idéias. Muitas imagens. Vêr-o-Peso, rio, ribeirinhos, a Santa, pés sujos em preto e branco, em sépia. De tudo que era jeito. Crianças, criança é um saco. Círio é muito bom pra criar. Quanto mais tempo passa mais fica difícil e o desafio melhora. Círio é maravilhoso.
O atendimento passa meio-dia na mesa e avisa que chegou um CD com um banco de imagens do cliente. Só fotos porrada. Alta-resolução. Preguiça bateu. Meio-dia e me chega um CD.
Liguei pro restaurante vagabundo de bairro onde o prato "executivo" custa seis reais. Vou comer mal e morrer de sono. Mas o Círio não espera. Não posso adiar a festa pra Dezembro. Tem que sair uma campanha. Uma campanha maravilhosa. Porrada como eu sempre digo. Porrada.
O outro atendimento chegou da rua com um painel de fachada pra outro cliente. Outra demanda. Tenho que me desligar. Parar o cérebro. Esquecer o Círio e me dedicar pela metade ao outro pedido. Salta um painel no capricho aí pro cliente que não vai fazer campanha pro Círio. Assim não dá. Mas não posso fazer nada. trabalho é trabalho.
A idéia do painel não vem. Levanto e vou até a copa tomar um café. A chícara eu mesmo trouxe de casa. Presente de duas amigas. O café está frio. Tenho que fazer mais. De repente vem a idéia fazendo outra coisa né? Vou fazer o café. São duas e meia da tarde e eu esqueci de almoçar de novo. Parar de fumar essa semana não está me fazendo bem. Almoço na sala de reuniões. Sozinho. Apenas eu e o Office-Boy na agência. Almoço, lavo os pratos e volto aos partos. Ao parto. Sento a minha mesa e um email diz que preciso fechar dois anúncios para os dois jornais. Dois anúncios de meia página em dois formatos diferentes. Fecho os dois anúncios. A mídia a essa hora já chegou. Me mandou os formatos novos do primeiro jornal. Tenho que fechar de novo. Penso no banco de imagens do cliente do Círio. Lá on CD vai estar minha idéia. Já sei como vai ser a campanha. Euforía. Preciso me desfazer de todas as demandas. O Círio vai ser porrada.
Mando os dois anúncio para a Mídia que já encaminha. Círio agora.
Porra nenhuma. Tenho que voltar pro painel. Painel de fachada ninguém merece. Sou um Deus da Propaganda. Devia estar terminando o Círio.
Já são oito da noite. Acabou o dia. E agora? Vou pra casa? Ligo pra namorada ou fico e continuo matando o painél? Vou matar esse painél em meia hora. São onze da noite e finalmente eu termino o painél. Mandei pro Diretor de Criação. Círio agora só amanhã. Mas o CD com as imagens vão na mochila comigo pra casa. Lá eu acho a imagem que eu quero. Antes da meia-noite já devo ter as imagens pra campanha. Três fotos que eu tenho na cabeça. A campanha dos deuses. Duas e meia da manhã e nada. não achei as fotos. Tenho que dormir. Não posso me atrasar no dia seguinte. Mentira. Eu posso sim. O problema é que eu não quero me atrasar.
Dia seguinte chego na agência com todo o pique pra achar as fotos na marra mesmo em algum banco de imagens. Impossível. Volto pro CD. Chamo o atendimento no msn e no skipe. Ela vem ao auxílio. O Atendimento é muito bom. Bom mesmo. Caso raro.
Ela me avisa que além desse CD ainda há mais dois ou três CDs de banco de imagens do cliente. Vou atrás e acho mais três. De cara encontro uma foto feita pra ocasião. Não que ela tenha sido feita pra campanha. Nenhuma delas foi feita para o Círio. Mas quando coloco os olhos me deixo enfeitiçar pela beleza da foto. Eu vejo tudo muito claro. O conceito vai ficar maravilhoso. Perfeito. Mas não me deixo enganar. Vou atrás de mais. Quero mais. Acho mais cinco fotos de acabar com o coração de qualquer publicitário. O Círio nunca viu uma campanha dessas. Vou ser lembrado. O Círio está nascendo. Nunca teve igual.
O Diretor de Criação chegou e confirmou o que eu já sabia. A campanha matou a pau. Vai ser sucesso. Todos na agência amaram. Mídia, Produção, Atendimentos e financeiro. Unanimidade.
Agora as alterações. Bobagem. Coisa pouca. Daqui a dois dias vamos apresentar pro cliente. Não tem erro. Campanha na rua.
Dois dias depois chega uma alteração pra fazer. A redação não agradou na primeira apresentação. Tem que adicionar a palavra Fé. Quem diria. Eu tentando fugir desses clichês e o cliente no caminho oposto ao meu. Cliente é cliente. Todo mundo é publicitário. Menos eu.
Alteração feita. Encaminhada a campanha para a martelada final o atendimento entra na sala de cabeça baixa avisando que estamos participando de uma espécie de licitação onde uma outra agência apresentou uma campanha de Círio também. Não me preocupo. Acredito muito na nossa campanha mesmo não sabendo do conceito criado pela outra agência. Não tem como ter a estrutura emocional do nosso conceito. O painel voltou. O Diretor de Criação pediu algumas alterações, mas elogiou a peça. Ficou show de bola como ele mesmo diz.
Dois dias a mais e as notícias não são boas. O cliente vem pessoalmente à agência pra dizer se ganhamos a "licitação" ou não. Capuccino pronto. Doces e bolo. Cliente atrasado chega quase na hora do almoço. Não come nada que foi comprado. Entram na sala de reunião o Diretor de Criação e o sócio juntamente com o atendimento e o cliente.
Meia hora de reunião e saem todos sorrindo da sala. Comentários sobre a campanha ser muito boa. Muito boa mesmo. Parabéns ao Diretor de Criação e ao outro sócio. Todos se despedem na porta e eu espero ancioso pra saber o que eu já sei de forma oficial. O Diretor de Criação e o outro sócio me olham rindo. Ficou pro ano que vem.
Sento amarelo na minha mesa e abro um email novo. Painél aprovado.

01/12/2008

JOÃO LIVI. DIRETOR DE CRIAÇÃO DA TALENT.

O Diretor de Criação da Talent, João Livi falou uma coisa em uma entrevista no RECLAME que eu nunca paro de repetir. Brinque. Não se leve a sério. Deixe que as pessoas levem você a sério. Esse é o motor da Propaganda. Brincar. Foi brincando que no primeiro teste para o VT do Banco Real ele gravou o Off da campanha lá na TALENT mesmo e os diretores do Banco pediram pra ele manter o VT com sua voz.

Coincidentemente ele é o responsável pela polêmica campanha dos Blogs para o Estadão. Acontece né Livi. O cara é bom pra caramba. Você fica aí com o VT do Banco Real.


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30/11/2008

PARA QUEM PUDER AJUDAR!


Cara. Não é brincadeira o que o povo de Santa Catarina têm sofrido com a chuva. A natureza pegou pesado dessa vez. Até agora são 78.656 desalojados, 97 mortos e 19 desaparecidos. Eu nem sei como seria pra mim acordar um dia e não ter mais casa, geladeira cheia e conforto na hora de dormir. Quem quiser ajudar é só depositar qualquer quantia em uma dessas contas aqui embaixo.
Muito cuidado com os pilantras que se aproveitam dessas situações e postam falsas contas na net. Nesse link tem as informações atualizadas desse desastre. http://www.desastre.sc.gov.br/

Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta 80.000-8
Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
BRADESCO S/A - 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1
(depósitos em favor da pessoa jurídica Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57)

25/11/2008

A PUBLICIDADE É LINDA.


Pessoal. Não é lindo quando a gente encontra anúncios como esses? Eu fico muito feliz cara, sério mesmo. Não é qualquer um não viu. O primeiro é um anúncio feito pra café pra viagem. A Direção de Arte foi pelo lado contrário e deu nisso. Nem sei o que dizer. O segundo mata a pau. É um anúncio pra uma espécie de suggar ou coifa. Bom, o conceito é perfeito por que esses diabos puxam a fumaça do ambiente todo. Enfim. Se alguém souber de onde são os dois anúncios e que agências produziram me avisem. Lindo né gente. Olha aí. Não, olha mais.

23/11/2008

UM DOCUMENTÁRIO HUMANO

Quem são os verdadeiros habitantes terrestres? Qual o papel do homem no mundo? Por que Deus, na sua sabedoria (que pra mim é duvidosa) criou uma máquina auto-destrutiva, agressiva, obscena, malígna e ambiciosa como nós? Eu sempre me pergunto isso quando me deparo com consciências mais evoluidas como as que criaram esse documentário. Você pode asssiti-lo inteiro no YouTube. Não tenho vergonha de dizer que chorei assistindo esse documentário. Não um choro de tristeza, mas sim de revolta. http://br.youtube.com/watch?v=I3Y3qcdWkto

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21/11/2008

O TEATRO MÁGICO!

SENHORAS E SENHORESSSSS! RESPEITÁVEL PÚBLICO PAGÃÃÃÃOOOO! COM VOCÊS... O TEATRO MÁGICO.

Música como a muito tempo não se ouvia. Poesia como a muito tempo não se cantava. Teatro como a muito tempo não se narrava. Simplesmente uma tradução do que é certo para os ouvidos tristes de carência. Faça-se justiça com a iniciativa de querer mais e querer melhor. Simplesmente isso. Música.

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19/11/2008

HOMENS PELO FIM DA VIOLÊNCIA


Quem aqui nunca teve vontade de dar umas boas porradas naquele marmanjão que bate em mulher? Então. Que tal converter essa raiva em atitude?


A Campanha Nacional "Homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres" está colhendo assinaturas até o dia 6 de dezembro, Dia de Luta dos Homens pelo Fim da Violência contras Mulheres. A campanha é dirigida ao público masculino, portanto a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, pede que apenas homens assinem no site.
Ao aderirem à campanha, por meio de assinaturas, os homens se comprometem publicamente a contribuir pela implementação integral da Lei Maria da Penha (11.340/06) e pela efetivação de políticas públicas que visam ao fim da violência contra as mulheres. As mulheres podem participar assinando no site do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres (Unifem - sigla em inglês), na campanha "Diga não à violência contra mulheres".


Pronto. Se você é homem então você assina. Eu assinei. Eu tenho peito...ops...essa é outra campanha.

http://www.homenspelofimdaviolencia.com.br/

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA.

Assisti ontem Ensaio sobre a cegueira, filme do Fernando Meirelles baseado na obra de José Saramago. Eu não sou expert em Saramago, já lí quase toda sua obra e sei da característica de não querer (e não precisar) fazer sentido simplesmente pela sua qualidade de criar uma discussão. Já assisti alguns filmes do Fernando também (todos) e sei da necessidade dele em fazer muito sentido de forma poética e agressiva ao mesmo tempo (Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel que não me deixam mentir). Unir os dois em uma celebração à vida foi a coisa mais bonita que já fizeram no cinema esse ano. Só igualei a sensação ao final do filme com a sensação depois de ter assistido Wall•E da Pixar esse ano também.
Nos dois filmes nós constatamos a podridão e feiura espiritual do ser humano. Mas lá no interior podemos enxergar a beleza e a forma de sermos humanos. Já havia dito que, graças a Pixar eu ainda acreditava na raça humana. Hoje eu digo que graças ao Saramago e ao Fernando eu acredito ainda no homem. Segue um trecho do livro.

Livro: Ensaio Sobre a Cegueira
O disco amarelo iluminou-se. Dois dos automóveis da frente aceleraram antes que o sinal vermelho aparecesse. Na passadeira de peões surgiu o desenho do homem verde. A gente que esperava começou a atravessar a rua pisando as faixas brancas pintadas na capa negra do asfalto, não há nada que menos se pareça com uma zebra, porém assim lhe chamam. Os automobilistas, impacientes, com o pé no pedal da embraiagem, mantinham em tensão os carros, avançando, recuando, como cavalos nervosos que sentissem vir no ar a chibata. Os peões já acabaram de passar, mas o sinal de caminho livre para os carros vai tardar ainda alguns segundos, há quem sustente que esta demora, aparentemente tão insignificante, se a multiplicarmos pelos milhares de semáforos existentes na cidade e pelas mudanças sucessivas das três cores de cada um, é uma das causas mais consideráveis dos engorgitamentos da circulação automóvel, ou engarrafamentos, se quisermos usar o termo corrente.
O sinal verde acendeu-se enfim, bruscamente os carros arrancaram, mas logo se notou que não tinham arrancado todos por igual. O primeiro da fila do meio está parado, deve haver ali um problema mecânico qualquer, o acelerador solto, a alavanca da caixa de velocidades que se encravou, ou uma avaria do sistema hidráulico, blocagem dos travões, falha do circuito eléctrico, se é que não se lhe acabou simplesmente a gasolina, não seria a primeira vez que se dava o caso. O novo ajuntamento de peões que está a formar-se nos passeios vê o condutor do automóvel imobilizado a esbracejar por trás do pára-brisas, enquanto os carros atrás dele buzinam frenéticos. Alguns condutores já saltaram para a rua, dispostos a empurrar o automóvel empanado para onde não fique a estorvar o trânsito, batem furiosamente nos vidros fechados, o homem que está lá dentro vira a cabeça para eles, a um lado, a outro, vê-se que grita qualquer coisa, pelos movimentos da boca percebe-se que repete uma palavra, uma não, duas, assim é realmente, consoante se vai ficar a saber quando alguém, enfim, conseguir abrir uma porta, Estou cego.
Ninguém o diria. Apreciados como neste momento é possível, apenas de relance, os olhos do homem parecem sãos, a íris apresenta-se nítida, luminosa, a esclerótica branca, compacta como porcelana. As pálpebras arregaladas, a pele crispada da cara, as sobrancelhas de repente revoltas, tudo isso, qualquer o pode verificar, é que se descompôs pela angústia. Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem, como se ele ainda quisesse reter no interior do cérebro a última imagem recolhida, uma luz vermelha, redonda, num semáforo. Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tomaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos. Isso passa, vai ver que isso passa, às vezes são nervos, disse uma mulher. O semáforo já tinha mudado de cor, alguns transeuntes curiosos aproximavam-se do grupo, e os condutores lá de trás, que não sabiam o que estava a acontecer, protestavam contra o que julgavam ser um acidente de trânsito vulgar, farol partido, guarda-lamas amolgado, nada que justificasse a confusão, Chamem a polícia, gritavam, tirem daí essa lata. O cego implorava, Por favor, alguém que me leve a casa. A mulher que falara de nervos foi de opinião que se devia chamar uma ambulância, transportar o pobrezinho ao hospital, mas o cego disse que isso não, não queria tanto, só pedia que o encaminhassem até à porta do prédio onde morava, Fica aqui muito perto, seria um grande favor que me faziam. E o carro, perguntou uma voz. Outra voz respondeu, A chave está no sítio, põe-se em cima do passeio. Não é preciso, interveio uma terceira voz, eu tomo conta do carro e acompanho este senhor a casa. Ouviram-se murmúrios de aprovação. O cego sentiu que o tomavam pelo braço, Venha, venha comigo, dizia-lhe a mesma voz. Ajudaram-no a sentar-se no lugar ao lado do condutor, puseram-lhe o cinto de segurança, Não vejo, não vejo, murmurava entre o choro, Diga-me onde mora, pediu o outro. Pelas janelas do carro espreitavam caras vorazes, gulosas da novidade. O cego ergueu as mãos diante dos olhos, moveu-as, Nada, é como se estivesse no meio de um nevoeiro, é como se tivesse caído num mar de leite, Mas a cegueira não é assim, disse o outro, a cegueira dizem que é negra, Pois eu vejo tudo branco, Se calhar a mulherzinha tinha razão, pode ser coisa de nervos, os nervos são o diabo, Eu bem sei o que é, uma desgraça, sim, uma desgraça, Diga-me onde mora, por favor, ao mesmo tempo ouviu-se o arranque do motor. Balbuciando, como se a falta de visão lhe tivesse enfraquecido a memória, o cego deu uma direcção, depois disse, Não sei como lhe hei-de agradecer, e o outro respondeu, Ora, não tem importância, hoje por si, amanhã por mim, não sabemos para o que estamos guardados, Tem razão, quem me diria, quando saí de casa esta manhã, que estava para me acontecer uma fatalidade como esta. Estranhou que continuassem parados, Por que é que não andamos, perguntou, O sinal está no vermelho, respondeu o outro, Ah, fez o cego, e pôs-se a chorar outra vez. A partir de agora deixara de poder saber quando o sinal estava vermelho.
Tal como o cego havia dito, a casa ficava perto. Mas os passeios estavam todos ocupados por automóveis, não encontraram espaço para arrumar o carro, por isso foram obrigados a ir procurar sítio numa das ruas transversais. Ali, como por causa da estreiteza do passeio a porta do assento ao lado do condutor ia ficar a pouco mais de um palmo da parede, o cego, para não passar pela angústia de arrastar-se de um assento ao outro, com a alavanca da caixa de velocidades e o volante a atrapalhá-lo, teve de sair primeiro. Desamparado, no meio da rua, sentindo que o chão lhe fugia debaixo dos pés, tentou conter a aflição que lhe subia pela garganta. Agitava as mãos à frente da cara, nervosamente, como se nadasse naquilo a que chamara um mar de leite, mas a boca já se lhe abria para lançar um grito de socorro, foi no último momento que a mão do outro lhe tocou de leve no braço, Acalme-se, eu levo-o. Foram andando muito devagar, com o medo de cair o cego arrastava os pés, mas isso fazia-o tropeçar nas irregularidades da calçada, Tenha paciência, já estamos quase a chegar, murmurava o outro, e um pouco mais adiante perguntou, Está alguém em sua casa que possa tomar conta de si, e o cego respondeu, Não sei, a minha mulher ainda não deve ter vindo do trabalho, eu hoje é que calhei sair mais cedo, e logo me sucede isto, Verá que não vai ser nada, nunca ouvi dizer que alguém tivesse ficado cego assim de repente, Que eu até me gabava de não usar óculos, nunca precisei, Então, já vê. Tinham chegado à porta do prédio, duas mulheres da vizinhança olharam curiosas a cena, vai ali aquele vizinho levado pelo braço, mas nenhuma delas teve a ideia de perguntar, Entrou-lhe alguma coisa para os olhos, não lhes ocorreu, e tão-pouco ele lhes poderia responder, Sim, entrou-me um mar de leite. Já dentro do prédio, o cego disse, Muito obrigado, desculpe o transtorno que lhe causei, agora eu cá me arranjo, Ora essa, eu subo consigo, não ficaria descansado se o deixasse aqui. Entraram dificilmente no elevador apertado, Em que andar mora, No terceiro, não imagina quanto lhe estou agradecido, Não me agradeça, hoje por si, Sim, tem razão, amanhã por si. O elevador parou, saíram para o patamar, Quer que o ajude a abrir a porta, Obrigado, isso eu acho que posso fazer. Tirou do bolso um pequeno molho de chaves, tacteou-as, uma por uma, ao longo do denteado, disse, Esta deve de ser, e, apalpando a fechadura com as pontas dos dedos da mão esquerda, tentou abrir a porta, Não é esta, Deixe-me cá ver, eu ajudo-o. A porta abriu-se à terceira tentativa. Então o cego perguntou para dentro, Estás aí. Ninguém respondeu, e ele, Era o que eu dizia, ainda não veio. Levando as mãos adiante, às apalpadelas, passou para o corredor, depois voltou-se cautelosamente, orientando a cara na direcção em que calculava encontrar-se o outro, Como poderei agradecer-lhe, disse, Não fiz mais que o meu dever, justificou o bom samaritano, não me agradeça, e acrescentou, Quer que o ajude a instalar-se, que lhe faça companhia enquanto a sua mulher não chega. O zelo pareceu de repente suspeito ao cego, evidentemente não iria deixar entrar em casa uma pessoa desconhecida que, no fim de contas, bem poderia estar a tramar, naquele preciso momento, como haveria de reduzir, atar e amordaçar o infeliz cego sem defesa, para depois deitar a mão ao que encontrasse de valor. Não é preciso, não se incomode, disse, eu fico bem, e repetiu enquanto ia fechando a porta lentamente, Não é preciso, não é preciso.
Suspirou de alívio ao ouvir o ruído do elevador descendo. Num gesto maquinal, sem se lembrar do estado em que se encontrava, afastou a tampa do ralo da porta e espreitou para fora. Era como se houvesse um muro branco do outro lado. Sentia o contacto do aro metálico na arcada supraciliar, roçava com as pestanas a minúscula lente, mas não os podia ver, a insondável brancura cobria tudo. Sabia que estava na sua casa, reconhecia-a pelo odor, pela atmosfera, pelo silêncio, distinguia os móveis e os objectos só de tocar-lhes, passar-lhes os dedos por cima, ao de leve, mas era também como se tudo isto estivesse já a diluir-se numa espécie de estranha dimensão, sem direcções nem referências, sem norte nem sul, sem baixo nem alto. Como toda a gente provavelmente o fez, jogara algumas vezes consigo mesmo, na adolescência, ao jogo do E se eu fosse cego, e chegara à conclusão, ao cabo de cinco minutos com os olhos fechados, de que a cegueira, sem dúvida alguma uma terrível desgraça, poderia, ainda assim, ser relativamente suportável se a vítima de tal infelicidade tivesse conservado uma lembrança suficiente, não só das cores, mas também das formas e dos planos, das superfícies e dos contornos, supondo, claro está, que a dita cegueira não fosse de nascença. Chegara mesmo ao ponto de pensar que a escuridão em que os cegos viviam não era, afinal, senão a simples ausência da luz, que o que chamamos cegueira era algo que se limitava a cobrir a aparência dos seres e das coisas, deixando-os intactos por trás do seu véu negro. Agora, pelo contrário, ei-lo que se encontrava mergulhado numa brancura tão luminosa, tão total, que devorava, mais do que absorvia, não só as cores, mas as próprias coisas e seres, tomando-os, por essa maneira, duplamente invisíveis.

18/11/2008

STAR WARS É MUITO MELHOR.

Star Trek. Não gosto da Franquia, nunca gostei. Não gosto dos personagens e da tentativa de se criar ícones. Sempre com roteiros fracos, inimigos que mais pareciam a Tina Turner em Mad Max na Cúpula do Trovão e uma trilha estilo Come na Ficha que nunca chegou aos pés da criada por John Williams para Star Wars. PORÉMMMMMM, admiro J.J Abrams e respeito sua capacidade em criar (Leia-se Lost) e recriar. Fique aí com o novo trailer de Star Trek que estréia nos cinemas em 8 de maio de 2009. Extraído do Omelete.

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BAH! MAS BEEEEM CAPAZ TCHÊ!

Eu sei que o vídeo é velho. Eu sei que é comercial de cerveja. Eu sei que vocês já devem ter visto, porém...Não tem uma só vez que eu não assista esse VT e caia na gargalhada. Ao mesmo tempo essa postagem poderia entrar na categoria "Queria ter sido eu!". Oh inveja saudável!!!

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17/11/2008

VOCÊ SE FORMOU EM PUBLICIDADE. PARABÉNS!

Este livro é pra você, profissional de comunicação, que descobriu a profissão aos 9 anos de idade, que lia quadrinhos da Marvel e da DC, que escutava músicas que os adultos julgavam estranhas, que ao invés de jogar futebol ou brincar de boneca ficava em casa lendo livros que ninguém mais lia, que assitia quantas vezes fosse necessário Star Wars e que abominava o Capitão Kirk e o imbecil do Dr. Spock, que passava horas reproduzindo desenhos de capas de livros e revistas, que se metia nas conversas de adultos e acabava chamando atenção por saber um pouco sobre os assuntos. Este livro é pra você que foi descoberto pela Publicidade e não o contrário. Este livro simplesmente...EEEEEEIIIIIII!!! Peraí. Não era esse o livro que eu ía postar. Ah! Agora já foi. Baixa aí.

BLOG PRA CACETE.

O pessoal reclama da falta de referência em novidades e informação blogueira. Eu não sou blogueiro. Passo a maior parte do tempo em blogs atrás de downloads de músicas, quadrinhos e novidades em séries e cinema. Só posto aqui quando tem realmente alguma coisa muito bacana pra postar. Ultimamente tenho percebido falta de novidades reais. Não para de aparecer mulher gostosa com nome de fruta. Apesar de serem bundas novas, a noticia é velha e as mulheres horríveis.
Uma campanha na blogosfera do inSUPORTÁveis e do RafaBarbosa com a Campanha: Mamãe eu quero subir no ranking do BlogBlogs tem o objeitvo de fazer com que todos os blogs envolvidos subam no ranking do BlogBlogs trocando links entre sí. Participe publicando um post no seu site divulgando a campanha e em seguida deixe um comentário no post da campanha lá nos inSUPORTÁVEIS ou no RafaBarbosa.com para ter sua participação confirmada.


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Cá está uma overdose de blogs.